{"id":2230,"date":"2026-09-01T07:31:24","date_gmt":"2026-09-01T07:31:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistabrent.com\/?p=2230"},"modified":"2026-10-18T22:13:50","modified_gmt":"2026-10-18T22:13:50","slug":"paulino-jeronimo-pca-da-agencia-nacional-de-petroleo-gas-e-biocombustiveis-anpg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistabrent.com\/en\/paulino-jeronimo-pca-da-agencia-nacional-de-petroleo-gas-e-biocombustiveis-anpg\/","title":{"rendered":"Paulino Jer\u00f3nimo, Chairman of the National Oil, Gas and Biofuels Agency (ANPG)"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2230\" class=\"elementor elementor-2230\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5513214a e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"5513214a\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-395fd2cd elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"395fd2cd\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p>\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>\u201cA diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica n\u00e3o \u2018pro\u00edbe\u2019 a produ\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera\u201d<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Criada por meio do Decreto Presidencial n.\u00ba 49\/19, de 6 de Fevereiro, a Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo, G\u00e1s e Biocombust\u00edveis (ANPG) passou a exercer o papel de concession\u00e1ria nacional e reguladora do upstream petrol\u00edfero. Esta institui\u00e7\u00e3o tem \u00e0 testa, como presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o (PCA), o engenheiro Paulino Jer\u00f3nimo. Com o respons\u00e1vel, a Brent conversou sobre os meandros do sector numa altura em que esta ind\u00fastria \u00e9 o principal motor da economia nacional e surgem desafios como o da diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica. O compromisso com transpar\u00eancia, o investimento e crescimento sustent\u00e1vel do sector s\u00e3o, dentre os assuntos, que pode acompanhar nesta entrevista.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong><em>TEXTO REDAC\u00c7\u00c3O FOTOS BRENT<\/em><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Estamos prestes a terminar um ciclo pol\u00edtico que vai at\u00e9 o pr\u00f3ximo ano. Gostava de saber de si quais s\u00e3o as prioridades que a ag\u00eancia tem para o sector at\u00e9 pelo menos 2030?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A prioridade principal \u00e9 manter a produ\u00e7\u00e3o acima de um milh\u00e3o de barris por dia e manter a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s \u00e0 volta de mil milh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos por dia, que \u00e9, de facto, a capacidade da nossa f\u00e1brica de liquefa\u00e7\u00e3o de g\u00e1s Angola LNG. Para este fim, n\u00f3s temos quatro caminhos j\u00e1 tra\u00e7ados.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Quais s\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Primeiro \u00e9 a revitaliza\u00e7\u00e3o dos campos maduros, e esta revitaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita principalmente com o projecto de produ\u00e7\u00e3o incremental, que visa dar incentivos fiscais, ou incentivos, \u00e0s empresas que produzirem acima da m\u00e9dia esperada. Deixe dar-lhe um exemplo pr\u00e1tico: n\u00f3s negociamos o projecto de produ\u00e7\u00e3o incremental para o campo da \u00e1rea no Bloco 17, que em condi\u00e7\u00f5es normais deste projecto produziria cerca de 100 a 130 milh\u00f5es de barris at\u00e9 o fim da sua vida \u00fatil. Com este projecto e com os investimentos que forem feitos, estas reservas saltar\u00e3o de 100 a 130 para cerca de 500 bilh\u00f5es de barris de \u00f3leo. Ent\u00e3o, mostra que os nossos campos ainda t\u00eam a capacidade de produzir mais, come\u00e7amos a ser inventivos, ter iniciativas que, de facto, promovam o investimento. Neste caso concreto da bolsa incremental, o incentivo foi, considerando que a partir do petr\u00f3leo bruto nos campos maduros, na maior parte dos campos maduros, j\u00e1 \u00e9 muito favor\u00e1vel ao Estado, mas temos que respeitar esse princ\u00edpio porque \u00e9 contratual, mas tamb\u00e9m ao mesmo tempo reconhecemos que esse tipo de situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o traz novos investimentos.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"666\" class=\"wp-image-2237\" src=\"https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k.png 1000w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-300x200.png 300w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-332x221.png 332w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-664x442.png 664w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-767x511.png 767w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-688x458.png 688w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Ent\u00e3o, qual \u00e9 o desafio para atrac\u00e7\u00e3o de novos investimentos?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O desafio que foi colocado aos operadores \u00e9: n\u00f3s temos um perfil de produ\u00e7\u00e3o negociado para os pr\u00f3ximos 10, 15 anos; quem produzir acima desse perfil de produ\u00e7\u00e3o, no delta produzido acima, ter\u00e1 o incentivo. Ent\u00e3o, \u00e9 com esse incentivo, que n\u00e3o s\u00f3 vem do exemplo que estava a mencionar h\u00e1 pouco tempo no Campo Dalia, que vamos atrair cerca de 6 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares nos pr\u00f3ximos 4, 5 anos de investimento. Ent\u00e3o, a discuss\u00e3o \u00e9: o Estado, hoje, ter\u00e1 direito a 100 a 130 milh\u00f5es, 90% desta reserva, contra os 70% que ter\u00e1 em caso de incentivo. E claro est\u00e1 que 90% de 100 \u00e9 menor do que 70% de 500. Ent\u00e3o, esta \u00e9 a l\u00f3gica: estamos, nesta altura, a negociar com outros blocos. J\u00e1 fechamos na pr\u00e1tica em negocia\u00e7\u00f5es, v\u00e3o agora \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o superior. Ent\u00e3o, o pilar principal para a manuten\u00e7\u00e3o dessa produ\u00e7\u00e3o acima de um milh\u00e3o de barris \u00e9 a revitaliza\u00e7\u00e3o dos campos maduros.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>E isso surge na sequ\u00eancia de que se fala em decl\u00ednio dos campos maduros em termos de produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Exactamente, isso tem a ver com o combate ao decl\u00ednio nos campos maduros. Temos que criar incentivos de maneira que haja mais investimento. Mas eu s\u00f3 me referi agora ao primeiro eixo. N\u00f3s temos o segundo eixo, que \u00e9 o desenvolvimento das novas descobertas. Descobertas j\u00e1 feitas, temos um exemplo concreto, que \u00e9 o desenvolvimento do Campo Caminho no Bloco 20, que dever\u00e1 come\u00e7ar a produzir no final de 2027. Nessa altura, estamos a discutir o desenvolvimento do Campo Paz no Bloco 31, com a empresa Azul. Essas s\u00e9ries de desenvolvimentos tamb\u00e9m v\u00e3o contribuir para a manuten\u00e7\u00e3o desta produ\u00e7\u00e3o acima de um milh\u00e3o de barris por dia. Por outro lado, n\u00f3s precisamos melhorar a efici\u00eancia operacional, porque n\u00f3s temos tido muitas paragens de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o planificadas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Como assim?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">H\u00e1 aquelas paragens que s\u00e3o planificadas para a manuten\u00e7\u00e3o dos equipamentos, mas h\u00e1 aquelas paragens n\u00e3o planificadas que t\u00eam a ver com o mau funcionamento destes equipamentos. Ent\u00e3o, precisamos melhorar a efici\u00eancia melhorando a manuten\u00e7\u00e3o preventiva. Felizmente, este projecto de produ\u00e7\u00e3o incremental tem a ver n\u00e3o s\u00f3 com a melhoria da produ\u00e7\u00e3o dos po\u00e7os, mas tamb\u00e9m a ver com a melhoria das instala\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie, porque sem essas instala\u00e7\u00f5es n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um outro eixo; esse que eu referi \u00e9 o terceiro eixo, e h\u00e1 um quarto eixo em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00e1s, que \u00e9 incentivar o desenvolvimento e a produ\u00e7\u00e3o de novos campos de g\u00e1s. Se voc\u00eas tiveram conhecimento, n\u00f3s come\u00e7amos a produzir os campos de Maboqueiro e Quiluma no Bloco 1. Com o novo cons\u00f3rcio de g\u00e1s, arrancaremos para uma segunda fase desse mesmo novo cons\u00f3rcio, que vai desenvolver os campos de g\u00e1s n\u00e3o associados do Bloco 2 e do Bloco 3, e vamos claramente melhorar a efici\u00eancia em termos da utiliza\u00e7\u00e3o de g\u00e1s. S\u00f3 para dizer que, para Angola-LNG, s\u00f3 vai um quarto do g\u00e1s produzido em Angola. Se n\u00f3s melhorarmos a efici\u00eancia, podemos melhorar esse volume. E o volume n\u00e3o estamos s\u00f3 a olhar para o Angola-LNG, estamos a olhar para novos projectos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Pode mencionar alguns?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Voc\u00eas sabem, t\u00eam conhecimento, que h\u00e1 o projecto Amufert, que \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de am\u00f3nio e ureia no Soyo, e n\u00f3s queremos criar um projecto semelhante na \u00e1rea de Cabinda, da\u00ed que precisamos de g\u00e1s. E acreditamos que vamos conseguir porque temos g\u00e1s suficiente para tal. Ent\u00e3o, em resumo, a manuten\u00e7\u00e3o acima de um milh\u00e3o de barris de petr\u00f3leo e mil milh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos de g\u00e1s por dia tem a ver com esses quatro eixos, que v\u00e3o sustentar este desafio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Olhando aqui para a quest\u00e3o do investimento e a pr\u00f3pria competitividade, como \u00e9 que o pa\u00eds est\u00e1 preparado ou se est\u00e1 a preparar, relativamente aos mercados concorrentes, nomeadamente, \u00e0 Nam\u00edbia e tamb\u00e9m \u00e0 Nig\u00e9ria?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Quest\u00e3o muito pertinente, porque este, de facto, \u00e9 o principal trabalho da ag\u00eancia. Deixa eu dizer de princ\u00edpio que Angola sempre foi proactiva em termos de dar incentivos. Eu n\u00e3o posso dizer que esta actividade de dar incentivos e atrair novos investidores seja algo novo, n\u00e3o. Isto come\u00e7ou desde os prim\u00f3rdios da ind\u00fastria petrol\u00edfera na Angola independente. \u00c9 assim que n\u00f3s temos a publica\u00e7\u00e3o da Lei 13\/78, a primeira Lei das actividades petrol\u00edferas. Temos depois a entrada em vigor dos contratos de partilha de produ\u00e7\u00e3o da primeira gera\u00e7\u00e3o, em que a partilha de petr\u00f3leo e o lucro eram feitos com base na produ\u00e7\u00e3o acumulada. Mas reparamos, a determinada altura, que esta produ\u00e7\u00e3o acumulada s\u00f3 tinha um sentido. Quer dizer, por mais investimento que o investidor fizesse, n\u00e3o tinha como melhorar a sua recupera\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o sa\u00edmos do contrato de partilha de produ\u00e7\u00e3o da primeira gera\u00e7\u00e3o para o contrato de partilha de produ\u00e7\u00e3o da segunda gera\u00e7\u00e3o, em que a partilha de petr\u00f3leo e lucro \u00e9 baseada na taxa interna da rentabilidade. E esta taxa interna da rentabilidade, em caso de um grande investimento, move-se sempre a favor do investidor. A\u00ed sim foi um incentivo. No entanto, tamb\u00e9m tiveram conhecimento de que, em 2018, ap\u00f3s uma famosa reuni\u00e3o entre o Presidente da Rep\u00fablica, Jo\u00e3o Louren\u00e7o, e os operadores petrol\u00edferos, decidiu-se criar uma s\u00e9rie de decretos para dar incentivos \u00e0 ind\u00fastria. E eu vou mencionar aqui, precisamente, o decreto que tem a ver com o incentivo aos campos marginais, o incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e o incentivo \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dentro das \u00e1reas de desenvolvimento. Principalmente, estes tr\u00eas decretos contribu\u00edram e contribuem para o que \u00e9 hoje a atractividade do sector petrol\u00edfero angolano. No entanto, n\u00e3o paramos por a\u00ed e, para mostrar que n\u00e3o paramos por a\u00ed, temos o caso concreto da produ\u00e7\u00e3o incremental. A produ\u00e7\u00e3o incremental permitiu que os operadores que estavam quase a sair de Angola vissem a Angola com outros olhos. Todos estavam interessados em manter-se em Angola, porque, de facto, mostr\u00e1vamos que somos proactivos e queremos ganhar todos. N\u00f3s, quando damos incentivo, n\u00e3o significa estar a ceder os interesses do Estado; significa dar incentivo para melhorar a produ\u00e7\u00e3o para todos. N\u00f3s temos um exemplo concreto, como j\u00e1 mencionei, em que o DALIA vai significar 6 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares de investimento e vai trazer ganhos adicionais para o Estado e para o grupo empreendedor. Ent\u00e3o, com tudo isto, a Angola tem-se tornado, de facto, o que chamam de hotspot. \u00c9 que n\u00f3s somos proactivos, s\u00f3 para dizer que, em 2022, n\u00f3s realizamos um estudo de competitividade, em que comparamos os termos fiscais e contratuais de Angola com outras geografias, para ver em que estado est\u00e1 o nosso n\u00edvel de competitividade. Felizmente, n\u00e3o estava mal, mas, no entanto, destes estudos sa\u00edram tr\u00eas pontos principais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Quais foram esses pontos?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O primeiro era dar incentivos aos campos maduros, que \u00e9 o projecto de produ\u00e7\u00e3o incremental ao qual me referi h\u00e1 pouco tempo. O segundo ponto era dar incentivos \u00e0 \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o de fronteira, que \u00e9 aquela feita em \u00e1reas em que nunca houve explora\u00e7\u00e3o antes. Ent\u00e3o, \u00e9 uma zona de alto risco. Ent\u00e3o, precisamos dar termos melhorados para estas \u00e1reas e n\u00f3s temos feito isso. Um terceiro ponto \u00e9 a melhoria do n\u00edvel de aprova\u00e7\u00e3o em termos de tempo. Um dos melhores incentivos que se pode dar a um investidor \u00e9 rapidez na aprova\u00e7\u00e3o. Temos estado a lutar; ainda n\u00e3o estamos l\u00e1 onde quer\u00edamos estar neste quesito. Acho que ainda temos muito a melhorar, porque ainda temos estado muitas vezes a negociar contratos que levam seis, sete meses, e n\u00f3s pensamos que situa\u00e7\u00f5es dessas n\u00f3s podemos reduzir para pelo menos dois, um m\u00eas. Ent\u00e3o, significa que n\u00f3s temos estado atentos ao que acontece a n\u00edvel mundial, e \u00e9 tanto assim que, se olharmos ap\u00f3s descobertas na Namibia, n\u00f3s tivemos maiores manifesta\u00e7\u00f5es de interesses para Angola. A descoberta na Namibia n\u00e3o retirou o interesse de Angola, como estava a circular h\u00e1 pouco tempo nas redes sociais. Pelo contr\u00e1rio. E eu vou dar-lhe um exemplo, um caso concreto. N\u00f3s temos estado a realizar licita\u00e7\u00f5es de 2019, ano em que foi criada a ag\u00eancia, at\u00e9 agora.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>J\u00e1 agora, como est\u00e1 a evolu\u00e7\u00e3o das pr\u00f3ximas rondas de licita\u00e7\u00f5es e o que mais est\u00e1 a ser feito para o aumento da atractividade?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Nessa altura, n\u00f3s j\u00e1 negociamos 72 novas concess\u00f5es. Dessas 72, 42 j\u00e1 est\u00e3o assinadas e 30, nos pr\u00f3ximos dois, tr\u00eas meses, ser\u00e3o assinadas. Quer dizer, mostra de facto o qu\u00e3o atractivo \u00e9 o mercado angolano. Porque negociar e atribuir 72 concess\u00f5es em quatro, cinco anos \u00e9 de facto obra. Isso s\u00f3 acontece porque o nosso mercado \u00e9 atractivo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>E essa atractividade tamb\u00e9m surge na sequ\u00eancia dos decretos que fez refer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao que se espera dos outros mercados?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Exactamente. Os decretos que mencionei contribu\u00edram grandemente para essa atractividade. E como eu disse, n\u00f3s n\u00e3o paramos por a\u00ed. Deixe-me dizer-lhe que n\u00f3s estamos a programar ainda para meados desse ano ou princ\u00edpio do pr\u00f3ximo ano um novo estudo de competitividade.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" class=\"wp-image-2239\" src=\"https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-g-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-g-1.png 800w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-g-1-300x200.png 300w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-g-1-332x221.png 332w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-g-1-663x442.png 663w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-g-1-767x511.png 767w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-g-1-687x458.png 687w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Porque h\u00e1 novos pa\u00edses a entrarem no mercado petrol\u00edfero. Se n\u00f3s compararmos o mapa de pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo de 30 anos atr\u00e1s com o actual, vemos que grande parte dos pa\u00edses, por exemplo em \u00c1frica, j\u00e1 descobriu \u00f3leo ou g\u00e1s. Quer dizer que a competitividade aumenta. Temos a\u00ed a Guiana, que tamb\u00e9m \u00e9 um mercado muito competitivo. Ent\u00e3o n\u00f3s temos de estar sempre atentos. Sempre atentos \u00e0s mudan\u00e7as que se podem operar nos outros mercados, para n\u00f3s ajustarmos essas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Apesar do que menciona, h\u00e1 alguma satisfa\u00e7\u00e3o nessas informa\u00e7\u00f5es, mas, por outro lado, tamb\u00e9m em termos administrativos, al\u00e9m de queixas ou reclama\u00e7\u00f5es, em termos burocr\u00e1ticos, como \u00e9 que a ag\u00eancia consegue dar conta dessas quest\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Eu n\u00e3o quero atirar pedra em ningu\u00e9m. N\u00e3o \u00e9 a minha inten\u00e7\u00e3o atirar pedra a ningu\u00e9m. Mas, de facto, n\u00f3s temos sido, a n\u00edvel da ag\u00eancia, a n\u00edvel interno, c\u00e9leres. Deixa eu dar exemplo daquilo que s\u00f3 depende de n\u00f3s, que \u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o dos contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 ind\u00fastria petrol\u00edfera. Esse tipo de contrato, o n\u00edvel de aprova\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dentro da ag\u00eancia, n\u00e3o vai para fora da ag\u00eancia; os operadores submetem e n\u00f3s aprovamos. O Decreto 86\/18, que aprova as regras para esse tipo de situa\u00e7\u00e3o, estabelece dois meses para aprova\u00e7\u00e3o dos contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. N\u00f3s, nessa altura, estamos a fazer bem menos de um m\u00eas. Para mostrar que a quest\u00e3o burocr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 o nosso problema aqui.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Mas tem no\u00e7\u00e3o desses entraves?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">N\u00f3s, sozinhos, n\u00e3o vivemos. Ent\u00e3o, temos estado a trabalhar com outras entidades, a influenciar, para melhorarmos a celeridade das aprova\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Relativamente \u00e0 quest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do g\u00e1s, eu gostaria de saber qual \u00e9 o papel do g\u00e1s natural nessa altura, no papel estrat\u00e9gico para a energia em Angola?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Boa quest\u00e3o, uma quest\u00e3o muito pertinente. N\u00f3s muitas vezes olhamos o \u00f3leo como sendo o \u00fanico g\u00e1s de Angola. O g\u00e1s \u00e9, de facto, um factor muito importante, porque at\u00e9 \u00e9 chamado de produto de transi\u00e7\u00e3o nessa era de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Porque o g\u00e1s \u00e9 muito menos poluente que o petr\u00f3leo bruto. Se eu tiver uma central t\u00e9rmica a trabalhar com g\u00e1s e outra com gas\u00f3leo, a central t\u00e9rmica a trabalhar com g\u00e1s ser\u00e1 muito menos poluente. Quer dizer que o g\u00e1s passou a ter uma import\u00e2ncia significativa nesse per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Mas eu n\u00e3o estou a olhar s\u00f3 o g\u00e1s como gera\u00e7\u00e3o de energia; estou a olhar o g\u00e1s como gera\u00e7\u00e3o de fertilizantes. A nossa ind\u00fastria precisa de fertilizantes. E um bom exemplo \u00e9 o projeto Amufert no Soyo, Zaire. Precis\u00e1vamos de produtos petroqu\u00edmicos, pl\u00e1sticos e outros. E isso tudo \u00e9 gerado pelo g\u00e1s. Ent\u00e3o, para n\u00f3s, o g\u00e1s passou a ser de grande import\u00e2ncia.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"666\" class=\"wp-image-2238\" src=\"https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-1.png 1000w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-1-300x200.png 300w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-1-332x221.png 332w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-1-664x442.png 664w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-1-767x511.png 767w, https:\/\/www.revistabrent.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Paulino-Jeronimo-k-1-688x458.png 688w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>H\u00e1 iniciativas nacionais direcionadas neste sentido?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Temos o Polo de Desenvolvimento do Soyo. \u00c9 nosso sonho criar o Polo de Desenvolvimento do G\u00e1s em Cabinda. Na pr\u00e1tica, j\u00e1 come\u00e7ou, porque a gera\u00e7\u00e3o de energia em Cabinda, no Malembo, j\u00e1 \u00e9 feita por meio do g\u00e1s. \u00c9 de fato o in\u00edcio do Polo de Desenvolvimento do G\u00e1s em Cabinda. Sonh\u00e1mos ter uma outra f\u00e1brica de Am\u00f3nio e ureia de fertilizantes em Cabinda. Estamos a olhar mais a sul do rio Kwanza. Temos uma descoberta de g\u00e1s no Bloco 24, que \u00e9 o Catambe. E pensamos tamb\u00e9m desenvolver, e, caso seja economicamente vi\u00e1vel, pensamos constituir um novo Polo de Desenvolvimento do G\u00e1s a sul do rio Kwanza. Quer dizer que n\u00f3s estamos a olhar o g\u00e1s como um produto de grande import\u00e2ncia para o desenvolvimento do pa\u00eds. N\u00e3o s\u00f3 para exporta\u00e7\u00e3o. N\u00f3s tamb\u00e9m precisamos desenvolver o nosso pa\u00eds. E s\u00f3 vamos desenvolver o pa\u00eds se de facto n\u00f3s conseguirmos transformar parte do que produzimos aqui. Precisamos criar empregos, precisamos evitar importa\u00e7\u00f5es, e tudo isso s\u00f3 ser\u00e1 feito caso a gente desenvolva essa actividade em Angola.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Isso tamb\u00e9m se associa \u00e0 quest\u00e3o do g\u00e1s associado e do n\u00e3o associado. Como \u00e9 que a ag\u00eancia est\u00e1 a apoiar nesse sentido?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Para n\u00f3s, tratamos o g\u00e1s como um todo. Claro que o nosso projecto de Angola LNG, acho que \u00e9 de vosso conhecimento, come\u00e7ou, ou at\u00e9 agora ainda, a produzir g\u00e1s associado. O g\u00e1s associado \u00e9 aquele g\u00e1s que \u00e9 produzido na altura em que se produz o petr\u00f3leo. A instala\u00e7\u00e3o do FPSO, ele tem um separador, separa o \u00f3leo de um lado e o g\u00e1s do outro lado. E esse g\u00e1s que \u00e9 enviado para a Angola LNG para o tratamento. Mas tamb\u00e9m temos o g\u00e1s n\u00e3o associado, e dei o exemplo do Quiloma Marboqueiro do Bloco 1 &#8211; 14, que j\u00e1 come\u00e7ou a produzir. Quer dizer que n\u00f3s demos import\u00e2ncia ao g\u00e1s como um todo. N\u00e3o separamos o g\u00e1s associado e n\u00e3o associado. Para n\u00f3s, o importante \u00e9 que seja g\u00e1s. E ao n\u00edvel tamb\u00e9m da nossa regi\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>O PCA fez refer\u00eancia nesta conversa \u00e0 necessidade de tamb\u00e9m pensarmos em n\u00f3s para que haja desenvolvimento em primeiro lugar. O que pergunto \u00e9 se temos condi\u00e7\u00f5es de dar resposta, ao menos \u00e0 nossa regi\u00e3o, caso sejamos solicitados?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Outra quest\u00e3o muito pertinente. Recentemente tive uma reuni\u00e3o com uma delega\u00e7\u00e3o namibiana e o grande pedido que veio dessa delega\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00f3s dev\u00edamos utilizar o g\u00e1s para a gera\u00e7\u00e3o de energia. H\u00e1 grande car\u00eancia de energia nessa regi\u00e3o austral. N\u00e3o \u00e9 segredo para ningu\u00e9m que a Z\u00e2mbia, a Namibia e a \u00c1frica do Sul vivem problemas energ\u00e9ticos. E n\u00f3s de facto podemos contribuir. Estamos a trabalhar para isso.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>O que est\u00e1 a ser feito?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">N\u00e3o quero adiantar-me agora porque \u00e9 uma coisa que come\u00e7\u00e1mos a discutir recentemente e preferimos dar mais tempo e consolidar um bocado mais a ideia, se puder. Mas podemos, sim, contribuir para a melhoria da gest\u00e3o energ\u00e9tica ao n\u00edvel da \u00c1frica Austral.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Em rela\u00e7\u00e3o ao Conte\u00fado Local, como \u00e9 que Angola est\u00e1 a crescer nesse sentido?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Estamos a crescer bem, embora n\u00e3o seja a opini\u00e3o geral, mas queremos crescer bem e de maneira sustent\u00e1vel. Isso para n\u00f3s \u00e9 importante. E deixa eu dar alguns n\u00fameros em termos do conte\u00fado local. Quando falamos em termos de capital humano, a ind\u00fastria petrol\u00edfera emprega em m\u00e9dia 87% de angolanos. Na ind\u00fastria petrol\u00edfera como um todo, 87% dos trabalhadores s\u00e3o angolanos. Em termos de quadro de gest\u00e3o, a\u00ed n\u00e3o estamos t\u00e3o bem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Por que raz\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Estamos a falar entre 15% e precisamos de melhorar esse n\u00famero. Precisamos melhorar, precisamos ter mais quadros angolanos na gest\u00e3o, mas, quando comparo com 10 anos atr\u00e1s, hoje estamos muito melhor. Mas, mesmo assim, n\u00e3o estamos satisfeitos com o n\u00famero e vamos continuar a lutar pela melhoria. Por outro lado, h\u00e1 a interven\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias empresas angolanas no sector. E a\u00ed \u00e9 que precisamos ir crescendo com sustenta\u00e7\u00e3o. Porque hoje, quando olhamos para as empresas, 100% angolanas, det\u00eam cerca de 8% do total de volume de neg\u00f3cio na ind\u00fastria. Precisamos melhorar, precisamos melhorar sem d\u00favida nenhuma. E n\u00f3s estamos a trabalhar para essa melhoria. Todos em conjunto, n\u00e3o s\u00f3 n\u00f3s, as pr\u00f3prias operadoras petrol\u00edferas, as associa\u00e7\u00f5es de empres\u00e1rios, estamos todos a trabalhar no mesmo sentido. Melhorar o desempenho das empresas angolanas em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado local.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>N\u00e3o se pode dissociar a quest\u00e3o que tem a ver com a queixa das empresas nacionais em rela\u00e7\u00e3o ao financiamento?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 um dos principais problemas, de facto. Quando falamos de financiamento, esse problema existe. N\u00f3s, como ag\u00eancia, j\u00e1 nos reunimos com v\u00e1rios bancos. E, nessa altura, esse problema n\u00e3o tem o mesmo n\u00edvel de complexidade que tinha 5 anos atr\u00e1s. Hoje as coisas melhoraram, temos bancos mais interventivos, temos bancos a ajudar no conte\u00fado local e acredito que as coisas v\u00e3o continuar a melhorar. H\u00e1 tamb\u00e9m a reclama\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio, mas isso \u00e9 uma reclama\u00e7\u00e3o que \u00e9 compreens\u00edvel, porque se uma empresa angolana estiver a meio do contrato, precisar de importar bens e n\u00e3o tiver d\u00f3lares no banco, ou o banco n\u00e3o ceder d\u00f3lares, ela perde o contrato. Ent\u00e3o h\u00e1 esse risco, mas \u00e9 um risco que n\u00f3s vamos tratando com o tempo, sem problema nenhum.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>PCA, na medida em que os tempos v\u00e3o surgindo, surgem tamb\u00e9m avan\u00e7os, sobretudo relativamente \u00e0 tecnologia. Como \u00e9 que Angola est\u00e1 nesse quesito?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Estamos bem porque, deixa eu dar-lhe um exemplo, n\u00f3s come\u00e7amos a produzir o Campo Agogo no ano passado. O Campo Agogo \u00e9 um bom exemplo de efici\u00eancia energ\u00e9tica. As instala\u00e7\u00f5es do Agogo devem ser as menos poluentes a n\u00edvel mundial, o que quer dizer que n\u00f3s estamos a utilizar novas tecnologias exactamente para evitar que contribuamos negativamente para o ambiente. Temos um novo projecto que \u00e9 o CAMINHO, que est\u00e1 a ser constru\u00eddo nesse momento. Na semana passada, uma delega\u00e7\u00e3o chefiada pelo ministro visitou as instala\u00e7\u00f5es onde est\u00e3o sendo constru\u00eddas as futuras instala\u00e7\u00f5es deste projecto e tamb\u00e9m estamos em uma coisa semelhante. Teremos uma efici\u00eancia energ\u00e9tica quase 100% nessas instala\u00e7\u00f5es para evitar exactamente a polui\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Porque deixa-me dizer-lhe, a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica em nenhum momento pro\u00edbe a produ\u00e7\u00e3o. O que temos que tratar s\u00e3o as emiss\u00f5es que danificam o ambiente. Isso podemos fazer.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>E j\u00e1 temos tamb\u00e9m capacidade para transmiss\u00e3o de conhecimento nesse sentido para aquilo que \u00e9 a experi\u00eancia de Angola em termos de tecnologia?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Temos, quando eu digo 87% de angolanos, s\u00e3o 87% de angolanos bons, quer dizer, com capacidade e que v\u00e3o no dia a dia aprendendo. E deixa eu lhe dizer: n\u00f3s j\u00e1 temos empresas que produzem. Podem n\u00e3o produzir ainda a n\u00edvel das empresas internacionais, mas temos empresas como a Sonangol Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o, temos o exemplo da ETU, quer dizer, que produzem com angolanos. Ent\u00e3o, quer dizer que, definitivamente, podemos ainda n\u00e3o estar a 100%, mas j\u00e1 estamos quase.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Como \u00e9 que olha para a quest\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es do sector? Qual \u00e9 o papel que elas t\u00eam estado a desempenhar?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Parceiro importante. \u00c9 um parceiro importante do Estado, um parceiro importante da ag\u00eancia e temos estado a interagir, temos estado a reunir, trimestralmente temos uma reuni\u00e3o, pelo menos, e, quando necess\u00e1rio, podemos ter reuni\u00f5es adicionais. Tem sido, de facto, um bom parceiro do Estado; temos discutido e \u00e9 importante mencionar aqui uma coisa. Nem tudo que sai daqui da ag\u00eancia; as ideias partem da ag\u00eancia. Muitas vezes partem dessas associa\u00e7\u00f5es, das discuss\u00f5es que temos tido, das conversas, e \u00e9 a\u00ed, quer dizer, que muitas vezes partem das ideias e n\u00f3s implementamos. Quer dizer que as associa\u00e7\u00f5es s\u00e3o sempre um parceiro importante do Estado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Pode-se dizer que h\u00e1 um alinhamento entre os reguladores, as operadoras e as empresas?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Exactamente. Esse alinhamento existe, sim.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Esse di\u00e1logo e coopera\u00e7\u00e3o s\u00e3o not\u00f3rios para todos?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Eu acredito que sim. Eu acredito que sim, porque n\u00f3s somos uma institui\u00e7\u00e3o dialogante. N\u00f3s, quando temos algum problema, sentamos com a outra parte e conversamos. A mensagem que temos que colocar na mesa dessas associa\u00e7\u00f5es e das operadoras petrol\u00edferas \u00e9 a mesma de hoje. Qualquer que seja o problema que tiverem, ponham na nossa mesa. Podemos n\u00e3o resolver de imediato ou a contento das partes, mas vamos conversar e encontrar uma solu\u00e7\u00e3o comum. Esta tem sido a nossa mensagem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>H\u00e1, aqui, por outro lado, a quest\u00e3o do petr\u00f3leo como sendo um recurso esgot\u00e1vel. E a narrativa, sobretudo mundial, \u00e9 a de que h\u00e1 pouco tempo para se continuar a explorar petr\u00f3leo. Qual \u00e9 a vis\u00e3o que tem deste facto?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Eu sou quase suspeito para responder isso, mas eu n\u00e3o vejo o petr\u00f3leo acabar t\u00e3o cedo. Ainda h\u00e1 muitas bacias virgens por se explorar. H\u00e1 exemplos. Em Angola, temos a bacia do Kassanje e do Etosha, Cavango, que s\u00e3o as bacias interiores. S\u00e3o cerca de 520 mil quil\u00f3metros quadrados da \u00e1rea sedimentar que cobre as prov\u00edncias do Cunene, do Cubango, do Cuando, parcialmente Moxico, Malanje e Uige. Quer dizer, h\u00e1 muita coisa ainda para descobrir. Por outro lado, mesmo no offshore, no barco, eu ainda acredito que ainda tem muito para descobrir. E eu dou sempre o exemplo das descobertas do pr\u00e9-sal no Brasil, que, em termos de reserva, estamos a falar em 70, 80 bilh\u00f5es de barris. E \u00e9 preciso lembrar que o pr\u00e9-sal \u00e9 a \u00fanica altura em que o continente sul-americano e africano estiveram juntos. Num \u00fanico continente que se chamava Gondwana. Ent\u00e3o, quer dizer que as condi\u00e7\u00f5es do pr\u00e9-sal do Brasil s\u00e3o iguais \u00e0s de Angola. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos descobrir onde \u00e9 que est\u00e1 a nossa produ\u00e7\u00e3o desse pr\u00e9-sal. E eu ainda acredito que teremos grandes descobertas no offshore.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>O petr\u00f3leo \u00e9 que move a nossa economia. Mas tamb\u00e9m temos aqui hoje a narrativa da diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica. Como \u00e9 que se pode aliar isso, tendo em conta tamb\u00e9m as bacias verdes que ainda existem, e ainda teremos muito petr\u00f3leo?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica n\u00e3o pro\u00edbe a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. N\u00f3s, do nosso lado, como ag\u00eancia, como sector petrol\u00edfero, liderados pelo Minist\u00e9rio dos Petr\u00f3leos, continuamos a fazer a parte do nosso trabalho, que \u00e9 produzir petr\u00f3leo e g\u00e1s natural. Esta \u00e9 a nossa tarefa. Agora, para diversificar as outras \u00e1reas da economia, tem que fazer cada um o seu trabalho. N\u00f3s fizemos a nossa parte. E deixa eu dizer-lhe, quer dizer, que com agrado tenho visto, quer dizer, sinais muito positivos em rela\u00e7\u00e3o a essa diversifica\u00e7\u00e3o. Se n\u00f3s olharmos o que \u00e9 que n\u00f3s import\u00e1vamos h\u00e1 10 anos, hoje importamos menos do que import\u00e1vamos h\u00e1 10 anos. Quer dizer que a economia est\u00e1 a mover-se, talvez n\u00e3o na velocidade do sector petrol\u00edfero, que s\u00e3o grandes corpora\u00e7\u00f5es a investir bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Est\u00e1 a\u00ed Dalia em que vamos investir cerca de 6 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares. O investimento em Angola anual \u00e9 de cerca de 15 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares. Mais nenhuma parte da economia iguala esse n\u00famero todo. Mas, no entanto, \u00e9 preciso que n\u00f3s continuemos, cada um no seu sector, a melhorar a performance da economia. E a\u00ed, sim, vamos todos juntos apostar e caminhar para o desenvolvimento desse pa\u00eds.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>O que \u00e9 que a ag\u00eancia e demais empresas t\u00eam estado a fazer face \u00e0 responsabilidade social justificada pelos n\u00fameros e lucros que v\u00e3o alcan\u00e7ando?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A responsabilidade social \u00e9 um dos pilares importantes da ind\u00fastria petrol\u00edfera. \u00c9 um dos pilares importantes porque n\u00f3s cuidamos daqueles que nos rodeiam. J\u00e1 houve maiores investimentos no passado em termos de responsabilidade social, mas definitivamente n\u00e3o abandonamos a responsabilidade social. Ainda, nas \u00faltimas duas sextas-feiras, fui visitar projectos da ag\u00eancia, um centro de forma\u00e7\u00e3o no meio do Rangel. Eu sou do Rangel. Fui visitar um outro centro, um centro de forma\u00e7\u00e3o de c\u00e9rebros na Viana. Quer dizer que isto s\u00e3o projectos da ANPG. E toda a ind\u00fastria, cada um tem o seu projecto. Temos estado a trabalhar com o FADA, o Fundo Angolano do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, que tem sido uma boa coopera\u00e7\u00e3o. Eles t\u00eam feito muito bom trabalho. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos estado a interagir com o Minist\u00e9rio da Agricultura, com o Sector das Pescas e temos estado a suportar, e, mais uma vez, a mensagem \u00e9: a responsabilidade social \u00e9 um dos pilares importantes da ind\u00fastria petrol\u00edfera.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Que mensagem pode passar aos investidores nacionais e estrangeiros que t\u00eam inten\u00e7\u00e3o de entrar no sector, sem perder de vista aqueles que j\u00e1 l\u00e1 est\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Bem, n\u00f3s est\u00e1vamos abertos ao investidor. Estamos abertos ao investidor e, geralmente, nos decretos que t\u00eam sa\u00eddo, a mensagem n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 em si do decreto. Est\u00e1 o que vem atr\u00e1s do decreto. Que \u00e9, venham e invistam e, se tiverem problemas, n\u00f3s estaremos aqui para resolver. E \u00e9 isso que espera qualquer investidor. O investidor espera que, quando for a um pa\u00eds qualquer, qualquer problema que tenha possa colocar as autoridades e lhes ajudar a resolver. E isso tem acontecido em Angola.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>E aos empres\u00e1rios angolanos?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">As empresas angolanas que aumentem o investimento aqui. Aumentem o investimento. N\u00f3s temos estado, agradavelmente, a notar que vamos melhorar o desenvolvimento das empresas locais. Como eu disse, n\u00f3s temos duas principais empresas que operam, que s\u00e3o a Sonangol Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o e a ETU. E \u00e9 s\u00f3 para dar um exemplo, e \u00e9 preciso nunca esquecer isso. O maior investidor do sector petrol\u00edfero em Angola \u00e9 a Sonangol. Quando o colocamos como operadora e como parceiro, o maior investidor continua a ser a Sonangol. De fato, \u00e9 uma empresa nacional; \u00e9 o Estado a investir no sector petrol\u00edfero.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>H\u00e1 aqui a tend\u00eancia de aumentarmos a produ\u00e7\u00e3o, a t\u00edtulo pessoal e como quadro do sector. O que antev\u00ea face aos cen\u00e1rios actuais?<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A produ\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera, quer dizer, n\u00f3s nos pr\u00f3ximos anos, vamos l\u00e1 ver, at\u00e9 2030, esperamos uma estabiliza\u00e7\u00e3o. 2030 e um bocado depois. Esperamos uma estabiliza\u00e7\u00e3o que vai aguentar o que temos hoje, acima de um milh\u00e3o de barris. N\u00e3o se esque\u00e7am de que eu mencionei que n\u00f3s negociamos 72 novas concess\u00f5es. Significa que n\u00f3s vamos incentivar a actividade de explora\u00e7\u00e3o. E todas essas novas que eu fui mencionando aqui n\u00e3o incluem actividade de explora\u00e7\u00e3o. Na explora\u00e7\u00e3o, se n\u00f3s dermos 72 novas concess\u00f5es, estamos \u00e0 espera, no m\u00ednimo, de cerca de 72% de explora\u00e7\u00e3o. E, se tivermos uma taxa de sucesso de cerca de 30%, podemos ter grandes descobertas e melhorar um pouco o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o ou estabilizar mais para o futuro.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cA diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica n\u00e3o \u2018pro\u00edbe\u2019 a produ\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera\u201d Criada por meio do Decreto Presidencial n.\u00ba 49\/19, de 6&hellip;","protected":false},"author":2,"featured_media":2236,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"elementor_theme","format":"standard","meta":{"csco_display_header_overlay":false,"csco_singular_sidebar":"","csco_page_header_type":"","csco_page_load_nextpost":"","csco_post_video_location":[],"csco_post_video_location_hash":"","csco_post_video_url":"","csco_post_video_bg_start_time":0,"csco_post_video_bg_end_time":0,"footnotes":""},"categories":[88,73,66,56,85,87,91],"tags":[156],"class_list":["post-2230","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ceos","category-conteudo-local","category-economia","category-energias","category-entrevistas","category-entrevistas-exclusivas","category-governantes-reguladores","tag-destaque","cs-entry","cs-video-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.8 - 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